O Site oficial do filme ''Faroeste Caboclo'' divulgou um texto incrível escrito por Raquel Valadares chamado: ''Perfil Ísis Valverde, a nossa Maria Lúcia'' onde fala sobre o perfil de Ísis Valverde e as experiências da atriz em seu primeiro filme. Vejam alguns trechos do texto:
''Ísis Valverde, 24, tem em “Faroeste Caboclo” seu primeiro trabalho no cinema, ao interpretar Maria Lúcia, o grande e trágico amor de João de Santo Cristo. Esta dedicada atriz batalhou muito para conseguir o papel. Foram diversos encontros e uma longa oficina com o preparador de elenco Sergio Penna, para que ela incorporasse o universo, os sentimentos, as motivações e a força da personagem criada por Renato Russo. Dotada de grande sensibilidade, profissionalismo e de uma delicada beleza, Ísis se propõe a passar a verdade e o vigor de uma personagem intensa, que se lança para a morte em razão de um surpreendente e incontrolável amor.''
''Esse foi o primeiro fascínio de Ísis com o cinema. “O olhar fala tanto, que às vezes as palavras empobrecem a situação dramática. Esse olhar, que descubro ser comum do cinema, eu puxo para as minhas personagens na TV. Procuro sempre falar apenas o necessário e deixar o resto com a atuação.”
''Para Ísis, o corpo tem pontos que são capazes de se ligar à memória emotiva: “Fico procurando o ponto no meu corpo que chama uma determinada emoção. Fico atenta às situações, sensações e emoções que a personagem desperta em mim. O gatilho para encontrar a Maria Lúcia, por exemplo, foi sentir arder o plexo solar. Existe nela uma densidade muito grande. É a primeira personagem que faço que atua no meu corpo todo. Sinto ela inteira, do mindinho do pé até a cabeça. Sinto meu rosto se transfigurar, como se Maria Lúcia de fato existisse em mim, tendo um rosto só dela, diferente do meu. E recebo a resposta das pessoas que confirmam que ela existe, que de fato eu me transformo nela”.''
''Ainda que para Ísis o trabalho de construção da personagem seja principalmente interior, ter feito o laboratório na cidade de Brasília foi decisivo para poder incorporar Maria Lúcia: “Acredito que se alguém admira muito o trabalho de um artista, deve ir lá, na raiz, ver de onde veio aquela pessoa, viver o dia-a-dia dela. Assim, o trabalho desse artista vem todo e de uma só vez para você, e subitamente você o entende. Carlos Drummond de Andrade, por exemplo, cresceu na roça, como eu cresci. A bota, o barro, o bezerro laçado expressos na poesia dele, tudo isso eu consigo entender, porque eu também vivi isso na infância. Eu cresci em roça, numa cidade pequena do interior, passava dias em fazenda. Então foi fundamental vir para Brasília, viver na cidade da personagem, respirar o ar que a personagem respira, vestir as roupas que ela veste, frequentar os lugares que ela frequenta, escutar música dos anos 80 que ela escutava e entender Renato Russo...''
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